segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Uma Família de Pernilongos - Pão Trançado com Manteiga de Amendoim




Era uma vez um dia qualquer de verão, dia tranquilo e alegre na casa da Maria Glória. Então anoiteceu e, após as 22:00, ela foi dormir feliz. Mas as tais enfeitiçantes felicidade e tranquilidade, duraram tão pouco tempo...

Maria Glória perdeu seu precioso sono! Maria Glória não estava mais feliz! Estava muito incomodada com o exagerado calor e com uma picada (acreditem: na planta do pé), de um pernilongo inconveniente e sem graça. Pernilongo inconveniente não é pleonasmo?

A incomodada Maria Glória saiu da cama por volta de 01:30 da MADRUGADA, arrancou o lençol (estava irritada) que cobria seu precioso corpo, caminhou até a cozinha e devorou uma Nhá Benta, que ganhou do seu maridex, na tarde daquele dia que fora tão feliz! Agora Maria Gloria está mais calma e foi vista, por uma FELIZ família de pernilongos, andando pela casa a procura da pomada antialérgica e, também, a procura de seu estimado e perdido sono...

Maria Gloria dormiu muito pouco naquela noite e deseja com todas as suas forças a chegada do Outono, que ela acha confortável, equilibrado e, sobretudo, uma estação feliz!

Para quem não conhece, a Nhá Benta é um doce que lembra a infância de Maria Glória, com marshmallow ou merengue, coberto com chocolate ao leite. Dizem que a Nhá Benta foi criada por um austríaco por volta do ano de 1950, na Dinamarca.

Maria Glória comeu a sua deliciosa Nhá Benta gelada! Foram instantes tão felizes...



Na tarde seguinte, Maria Glória novamente feliz, ficou a ouvir Frank Sinatra...


...e inspirada pelo canto, foi fazer para o café das 17 horas, um Pão Trançado, que mais parecia um biscoito recheado com Manteiga de Amendoim.



Muito fácil de fazer, pode ser recheado, também, com Nutella.

Para a massa:
1 + 2/3 xícaras de farinha de trigo,
2/3 xícara de leite morno,
1 colher de chá rasa de fermento biológico seco,
2 colheres de sopa de açúcar,
1 colher de sopa de manteiga em temperatura ambiente e
pitada de sal (se a manteiga for salgada, dispense o sal).

Para o recheio:
manteiga de amendoim ou a criatividade.

Misture os secos, incluindo o fermento, faça um vulcão com a mistura e no centro, acrescente o leite morno e a manteiga. Agregue tudo com as mãos, sove a massa por quase 10 minutos. Leve para um local sem ventilação, pode ser o microondas desligado e deixe por lá, tampada com uma pano, para crescer por 1 hora.

Após este tempo, tire a massa e abra com um rolo, por cima de papel vegetal ou não, como for o seu melhor jeito. O papel vegetal vai facilitar transportar o pão trançado para a assadeira. Forme um retângulo com a massa. No centro, recheie com colheradas generosas de manteiga de amendoim e nas laterais, faça cortes enviesados, inclinados para cima. Depois trance as tiras, cuidando para fechar as duas extremidades do pão. Pincele com gema batida misturada com um pouco de azeite, para que fique um resultado brilhante. Deixe descansar em local sem ventilação, por meia hora.

Aqueça o forno a temperatura de 180º e após o tempo de descanso, polvilhe açúcar cristal por cima do pão. Leve para assar até dourar. Está prontinho. Deixe descansando, se quiser, por cima de uma grade, até esfriar, para que a base fique firme e seca, com mostra na segunda foto do pão trançado.

Em substituição ao açúcar cristal, pode-se regar, após o pão ter saído do forno, com uma mistura de 1/4 de xícara de açúcar e cerca de 1 colher de leite, formando uma calda bem densa. Porém, esta calda eu anda não testei, pois gosto muito do efeito do açúcar cristal. Qualquer dia experimentarei. 

Por aqui, despeço-me deixando um café aromático e cremoso, um beijinho e um até breve...





quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

A Faxina de São Pedro - Um Bolero Perfumado - O Jantar do Dia 25 de Dezembro





É tempo de verão, portanto, tempo de chuva e muita chuva. E todo final de tarde chove, por vezes, segue a noite inteira. Lá pelas 16:30 já começa o barulho dos trovões, que vai aumentando pelo tempo de quase uma hora. E, por aqui, os trovões andam tão estrondosos! 


Lá pelas cinco horas da tarde, eu faço um café fresco e depois vou para a varanda e lá, fico olhando a chuva... sentindo a chuva. O café da tarde, aqui em casa, é um ritual que nunca falha. Pode ter bolo ou biscoitos, pão de queijo ou mesmo uma fatia de queijo com doce de leite de Minas Gerais, que eu adoro. Como só tomo café amargo, é perfeito! 

Mas, também, pode não ter nada, pois a vontade é só de café. As vezes, temos pastel de natas ou belém, que compramos com tanto prazer na Quinta do Marquês, bem pertinho aqui de casa.  


Os trovões podem assustar algumas pessoas e crianças, inclusive os animais, em especial, os cachorros, como latem!

Nessas tardes chuvosas, sempre lembro do meu pai. Quando eu era pequena e um forte temporal começava a se formar, com estrondos, eu corria para o colo dele, assustada! E sorrindo, ele puxava uma cadeira, sentava e começava a contar uma história, para me acalmar. Contava sempre a mesma história, em todo dia de chuva com trovões. Eu nunca me cansava de ouvir, pois me sentia tão segura no colinho dele!

"Maria Glória, minha filha, sabe quem mora no céu? São Pedro! Ele é um santinho bom, que toma conta das nuvens, do sol e da lua. Acontece que quando o céu está muito sujo, ele chama os anjinhos, para uma grande faxina. Então, São Pedro combina com os anjinhos assim: vamos lavar o céu com muita água para ficar tudo limpo. E São Pedro começa a empurrar o guarda-roupa, os anjinhos jogam os baldes com água e começam a esfregar o chão do céu. E as nuvens vão ficando bem branquinhas. O barulho que você escuta, Maria Glória, dos trovões, é São Pedro empurrando o guarda-roupa. E a chuva, é a água que cai dos baldes, que os anjos jogam. Então, não precisa ter medo, pois todos eles são bonzinhos e é bem gostoso dormir com o barulho da chuva, viu!?

Assim que um trovão estalava, meu pai dizia; "Maria Glória, São Pedro acabou de empurrar outro guarda-roupa, escutou?" E eu, com os olhos arregalados, fazia sinal que sim, quietinha! E ele, meu pai, ainda dizia, quando a chuva cessava: "filha, vai lá fora, olhe para céu, e me diga como as nuvens ficaram mais branquinhas e limpinhas..." e eu corria para o quintal, com os olhos voltados para o céu, com a certeza de encontrar nuvens branquinhas e bem lavadas... ahaha.

E com o tempo, eu me tornei adulta, sem medo de chuva forte, nem de trovões e amo dormir com o barulho da chuva! 

Que esta chuva persistente e estrondosa, venha com as mais fortes intenções de varrer o velho, o desnecessário, limpando, lavando e abrindo espaço para o novo nascer, através de um solo úmido e fofo, como um útero materno. E que os ciclos se cumpram e belos rebentos, em forma de botões, desabrochem para encher a nossa vida de beleza e de poesia.


Sentiram o perfume? É uma gardênia, que nasceu no jardim de um vizinho.

O perfume de gardênia, faz-me lembrar dos meus pais dançando bolero, que chamava a atenção de todos. Era um caso de "parar o trânsito" ahahaha.


Era tão dramática a dança dos dois, que eu adorava ver, para admirar. Quando terminava o bolero, a dança acabava e todos batiam palmas. Diziam que eram passos de "bolero floreado", assim eu me lembro, mas faz tanto tempo que posso até estar enganada. Era um verdadeiro espetáculo dançante!

Ouçam o famoso bolero Perfume de Gardênia, interpretado por Ibrahim Ferrer, cantor e compositor cubano. Um dos boleros que meus pais dançavam.


Agora vou mudar de assunto. No último dia 25 de dezembro, fiz para o jantar, uma paleta de porco, assada com batatas. E um perfumado arroz com aromas cítricos e cebolinhas carameladas, formaram os acompanhamentos.


A paleta de porco - com 2 quilos e 560 gramas
- Lavei e deixei escorrendo em uma grade. Fiz alguns furos na carne, com uma faca bem afiada.

- Marinada: ramos de alecrim fresco, 3 folhas de louro, 4 cravos, 10 grãos de pimenta preta amassados, 1 colher de açúcar mascavo, 1 laranja grande (raspas e suco), raspas de 1 limão, 6 dentes de alho esmagados com a faca, 1 cebola média cortada e pedaços, 1 colher cheia de sal grosso, vinho branco seco. Misturar tudo em uma grande vasilha e juntar marinada e paleta. Deixar marinar por 12 horas, no mínimo, virando a carne, caso o vinho branco não seja suficiente para cobrir toda a carne.

- No dia seguinte, tirei a paleta da geladeira, uma hora antes de assar. Após este tempo, tirei a carne da marinada, deixei escorrendo o excesso de líquido em uma grade, depois sequei bem com papel toalha.

- Untei uma foma com azeite e acomodei pedaços de cebola, cenoura e salsão. Juntei uma concha média da marinada, coada, aos legumes. Arrumei a carne por cima dos legumes e por toda a volta da carne, distribui pedaços médios de batata. Temperei as batatas com azeite, sal, alecrim e ralei pimenta preta. Reguei toda a carne com um pouco de azeite. Cobri com papel alumínio e levei ao forno, já pré-aquecido a 200º por meia hora e depois, seguiu assando a 180º por 3 a 4 horas, mas cada forno tem seu tempo. Está pronto, quando se pode enfiar um faça, profundamente na carne, e ela sair sem nenhuma resistência. Antes de servir, deixei repousando por 20 minutos. 

- Uma hora antes de findar o cozimento, desprezei o líquido excedente que se formou na base da forma, e segui assando, para que as batatas ficassem coradas, porém, sem o papel alumínio.

- As sobras de carne, foram desfiadas, depois congeladas e aproveitadas para um arroz com brócolis e tomate e, também, em outro dia, hidratadas em molho de tomates, cebolas, pimentão vermelho, que serviram muito bem para um lanche com pãezinhos franceses, com aquela casquinha deliciosa, que estala ao ser apertada. Aqui em casa, tudo se aproveita.

O Arroz cítrico com laranja, uvas-passas e amêndoas
- Refogar em azeite aquecido, cebola e alho bem picadinhos, junte 1 folha de louro e as raspas de 1/2 laranja, combine tudo e depois junte 1 xícara de arroz. Refresque com um pouco de vinho branco e após evaporar o álcool, regue tudo com 2 xícaras e 1/2 de caldo de legumes ou água. Salgue, rale um pouco de pimenta preta e quando levantar fervura, abaixe o fogo e siga até quase secar o líquido. Neste momento, junte ao arroz um pouco de uvas-passas, o suco da laranja (aquela que foi raspada) e lascas de amêndoas. Costumo tostar ligeiramente as lascas de amêndoas, pois gosto do sabor defumado que apresentam, assim tostadinhas. Não se deve tostar muito, pois podem ficar amargas. Reservo uma parte das lascas para decorar o arroz, no prato de servir.

- A inspiração deste arroz, veio da vlogueira Keyla, que neste vídeo, apresenta este delicioso arroz com a adição de peito de frango. Uma sugestão completa, para nada mais acompanhar, apenas uma salada de folhas, se for o caso. Mas como eu já tinha carne na composição do jantar, não juntei peito de frango ao meu arroz.

Cebolinhas carameladas - acesse aqui, caso queria a receita, bem fácil de fazer.

Bebidas
- Água com gás
- Prosecco Brut
- Café
- Licor Limoncello

Sobremesas
- Panna Cotta com cerejas ao licor Maraschino. O natal brasileiro acontece no verão, então, uma sobremesa gelada vai muito bem - acesse aqui, caso queria a receita.


- Frutos secos, figos recheados com nozes. E terminamos com café e licor.





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